terça-feira, 25 de julho de 2006

Velho dinossauro, novas idéias

Para aqueles que acreditam que "revolução socialista" se dá somente com bombas, tiros, sangue, choro e ranger de dentes e esquece das lições de Antonio Gramsci, comunista italiano para quem a revolução deve ser feita "comendo pelas beiradas" e subvertendo gradativamente os valores sociais, é interessante a leitura da matéria abaixo.



Bruno Maranhão, líder do MLST, já gostou de Guevara, Fidel e Lenin, mas hoje está mudado. Prefere Hugo Chávez

Paulo Moreira Leite
BRASÍLIA


A vida não pára de pregar peças no engenheiro Bruno Maranhão, de 66 anos, filho de usineiros "por parte de pai e de mãe, pois cada família tinha a sua usina". Guerrilheiro urbano sob o regime militar, ele participou de um assalto a banco, mas nunca foi preso - chegou a ser detido e torturado durante algumas horas, sendo liberado pouco depois.
Três décadas mais tarde, quando o Planalto é ocupado por Luiz Inácio Lula da Silva, aliado político de mais de duas décadas e amigo tão próximo que muitas vezes chegou a ficar hospedado em sua casa no Recife, ele passou 38 dias trancafiado numa prisão de Brasília. Foi algemado e preso pela Polícia Legislativa, que cumpre ordens do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, deputado do PC do B, partido que, na mesma época em que ele vivia na clandestinidade, protagonizou a guerrilha do Araguaia.
Nos primeiros dias, Maranhão foi mantido em regime de isolamento, cumprindo a temporada restante em companhia de um policial condenado a muitas dezenas de anos por homicídio. Tudo isso porque, na tarde estranha e terrível de 6 de junho, um grupo de militantes do Movimento pela Libertação dos Sem-Terra (MLST), do qual ele é o fundador e líder principal, promoveu cenas de arruaça e baderna no Congresso. A maioria dos brasileiros não consegue se esquecer das imagens de um automóvel revirado, vidraças quebradas e, mais do que tudo, uma militante do MLST destruindo caixas eletrônicos em movimentos que pareciam golpes de espada. Os adversários eleitorais do amigo de Lula também não se esquecem e foi por essa razão que, quando Maranhão deixou a cadeia, na semana passada, o PT tratou de informá-lo de que não será personalidade bem-vinda nos palanques da reeleição.
A memória dele sobre a tarde de 6 de junho é diferente da que ficou à Nação - não por sua culpa, exclusivamente.
RESPONSABILIDADE
Quando a baderna explodiu, ele se encontrava no gabinete de um deputado petista. Dirigente do PT, Maranhão tinha ido ao Congresso para cumprir duas tarefas discretas, pois julgou inconveniente envolver sua segunda identidade política - líder do partido do governo - num ato que poderia gerar complicações para o próprio governo. Por essa razão, diz, foi escalado para imprimir cópias de uma carta de reivindicações que seriam entregues a Aldo e convidá-lo a participar de um ato que pretendiam realizar ali dentro.
Ao ser informado da arruaça, ele se dirigiu ao gabinete de Aldo, de quem ouviu a afirmação de que os integrantes do MLST seriam presos. Retornou ao Salão Verde do Congresso, onde reuniu os militantes do MLST, em companhia de parlamentares, jornalistas e funcionários da Casa em estado de choque. "Isso não estava programado. Mas naquela hora eu tinha a obrigação de assumir minha responsabilidade política", afirma.
Preso e algemado pouco depois, não viu os telejornais naquela noite. Amarrado pela algema a um banco de delegacia de Brasília, ele acusa policiais do Congresso de passarem a noite dando chutes na sua canela toda vez que cochilava - para impedir que dormisse. Só no dia seguinte pôde ter uma idéia do ocorrido, ao assistir ao telejornal Bom Dia Brasil. Ao sair da prisão, sequer tinha assistido àquela fita de vídeo, produzida por um militante do MLST, que mostra uma reunião de dezenas de ativistas debatendo os detalhes daquela ação que, no jargão interno, é definida como "ocupação pacífica de edifício público". Foi só neste momento que conseguiu inteirar-se do volumoso material que a imprensa publicou sobre o caso.
Maranhão defende a "ocupação pacífica" e lamenta que tenha ocorrido uma falha muito modesta, que chama de "um erro operacional". Sustenta que a baderna não estava nos planos. "Os militantes do MLST que participaram dela, uns 15, no máximo, terão de se explicar. E poderão ser expulsos do movimento, pois desobedeceram à nossa orientação."
Mesmo que se dê crédito a tudo o que ele diz, resta o raciocínio segundo o qual foi correto levar 700 militantes para dentro do Congresso, onde iriam cantar cirandas e hinos, numa balbúrdia que, sem a intenção de machucar ninguém nem produzir um único caco de vidro, destinava-se a paralisar os trabalhos da Casa por duas horas - façanha que, na história brasileira, até hoje só ocorreu pela ponta cortante de baionetas militares e que, em países de democracia gasosa, como a Bolívia, integra o arsenal de organizações guerrilheiras para bloquear o funcionamento de instituições e derrubar governos, não-eleitos e também eleitos. Os teóricos chamam isso de "democracia participativa".
PARALISAÇÃO 'ÚTIL'
'"Seria uma paralisação muito mais útil para o País do que esses dias em que o Congresso fica sem trabalhar", argumenta Maranhão, num discurso populista. "O Brasil iria discutir a reforma agrária, a necessidade de liberar verbas para o desenvolvimento e toda uma pauta de reivindicações."Ele também acha natural que, por razões de segurança do MLST, a maioria dos militantes, trazidos de vários pontos do País, sequer tenha sido informada do local da "ocupação".
Ele define os militantes, trazidos de dez Estados, como lavradores e camponeses "escolhidos entre os mais corajosos, mais combativos". E se uns deles achasse que o Congresso deveria ser defendido pelo povo e não ocupado?
Careca, cabelos tingidos de acaju, comportamento sempre afetuoso, a conversa de Maranhão pode ser definida como o diálogo improvável de um dinossauro simpático. Ele fala de "ocupações pacíficas" de um jeito maroto, de quem espera uma certa cumplicidade do interlocutor, como se fosse uma ação que ninguém precisa levar totalmente a sério, pois seria uma demonstração radical, barulhenta, mas inofensiva. O senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), que, como toda a elite pernambucana, conhece Maranhão e suas histórias desde o tempo da faculdade, faz uma distinção. "Ele é ingênuo, mas não bandido", costuma dizer, entre amigos. Uma das mensagens que deixaram Maranhão confortado, na prisão, foi ouvir de um velho amigo da família que só podia admirar "um homem que aos 66 anos ainda tem disposição para subir num caixote e falar de suas idéias".
A partir de motivações que tanto ajudam a formar uma consciência política como podem refletir um imenso sentimento de culpa, ele explica que se tornou revolucionário e socialista por "razões afetivas". "Na infância eu brincava com meninos pobres que cresceram perdendo os dentes e envelhecendo depressa, enquanto eu ia para faculdade e podia aproveitar a vida."
CHÁVEZ
As idéias políticas de Maranhão têm aquela capacidade de mudar e continuarem as mesmas. Com pouco mais de 20 anos, integrou as fileiras do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), organização armada que tinha em suas fileiras comunistas históricos e lendários, como Jacob Gorender, também um historiador competente; Apolônio de Carvalho, combatente da Guerra Civil Espanhola e da Resistência Francesa, e Mário Alves, dirigente massacrado no porão militar sem revelar mais do que o próprio nome e o cargo que ocupava no partido. Aos 40, empenhou-se na fundação do PT. Aos 60, lidera uma tendência do PT chamada Brasil Socialista, publica um jornal chamado Brasil Revolucionário e sente-se em casa quando dirige uma reunião do MLST.
Ele diz que já gostou de Guevara, Fidel e Lenin, mas hoje prefere Antonio Gramsci, o comunista italiano que desprezava as idéias de ruptura revolucionária para defender a disputa da hegemonia na sociedade "numa lenta transição do capitalismo para o socialismo", diz. Outra admiração é o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que desde a primeira eleição costumava visitar o Recife, onde está enterrado o general Abreu Lima, que lutou nas tropas de Simon Bolívar. Com o tempo, os dois se conheceram e se encontram sempre que podem. Lembrando uma das últimas conversas, Maranhão fala de um encontro no qual estava ele, Chávez e João Pedro Stédile, o líder do MST. "Ele disse para nós dois que precisávamos ajudar o Lula a ganhar a eleição", lembra.

'Em invasões, o pior é a 1ª meia hora. Depois o pessoal acostuma'
Objetivo da ocupação, que segundo o dirigente dos sem-terra terminou em paz, era parar o Congresso por duas horas

Paulo Moreira Leite
BRASÍLIA
A invasão do Congresso, em junho, foi "um erro operacional", mas nessas ações o pior é só a primeira meia hora, "depois o pessoal acostuma", diz Bruno Maranhão, libertado na semana passada. A seguir, trechos da entrevista dele ao Estado:
A ação no Congresso foi um fracasso?
Não. Cometemos um erro operacional.
A idéia era parar o Congresso?
Era parar por duas horas.
Mas isso é certo?
O País ganharia mais com essa interrupção de duas horas do que nas horas em que os deputados ficam sem trabalhar.Mas isso é outra coisa...Estamos falando de democracia participativa, de cidadania popular.
Vocês também fizeram isso na ocupação do Ministério da Fazenda?
Nós respeitamos o lugar. Não invadimos a sala do ministro Palocci e deixamos todo mundo trabalhar.
Mas sempre há perturbação?
Em invasões, o problema é a primeira meia hora. Depois, o pessoal acostuma. Nós fizemos segurança na porta. Num primeiro momento, os funcionários corriam assustados. Depois, tudo terminou pacificamente. Até almocei com eles, normalmente.
O senhor faz isso porque acredita na revolução?
Já acreditei em muita coisa e já fiz muita autocrítica. Entrei para a guerrilha e depois fiz autocrítica. Existem coisas interessantes entre muitos pensadores de esquerda. O mais importante para nós, hoje, é (Antonio) Gramsci. Para ele a revolução não significava luta armada, mas a transformação das estruturas sociais, onde a produção pudesse ser partilhada e não concentrada como hoje, quando se produz um quadro de exclusão social gravíssimo. Se você me perguntar sobre a revolução brasileira, eu diria que ela é pacífica.
Por que o MLST recebe tanto dinheiro do governo?
Criamos empresas comunitárias, queremos uma alternativa ao agronegócio, dando lotes ao lavrador. Já temos dez assentamentos, com 8 mil famílias. Recebemos R$ 5,5 milhões. A maior parte vai para salário de agrônomos, tudo controlado pelos tribunais.

segunda-feira, 10 de julho de 2006

CRÔNICA DO DIA - SÔ TRABAIADÔ SEU DOTÔ


É ao mesmo tempo triste e interessante a distorção cultural que vemos gradativamente tomar força no Brasil e que, com a ascensão do PT ao poder tomou proporções alarmantes. Trata-se do cultivo do paternalismo demagógico, da equivocada idéia de que “distribuição de renda” se configura em simplesmente tirar dos ricos, não importando o fato de que o cidadão laborou arduamente uma vida inteira para angariar essa condição, para dar graciosamente aos pobres, sustentando-os ao invés de ensina-los – e em alguns casos até mesmo forçá-los – a buscar seu próprio sustento.

Propaga-se pela mídia pelos órgãos governamentais, a imagem romântica daquele pobre brejeiro, humilde e inocente, que aceita as dificuldades que lhe são impostas sempre com um sorrisinho resignado no rosto. Esse personagem, contudo, está em franca extinção. O indivíduo que o substitui têm sido doutrinado, durante pelo menos duas décadas, a crer que só tem direito e nenhum dever. Criou-se, então, o sujeito astuto, que mede os passos e os atos, dotado de uma brejeirice e humildade dissimulada. Seu real anseio não é uma possibilidade de ascender financeira e socialmente pelo próprio trabalho honesto, e sim que aqueles que assim o fizeram promovam o seu sustento e o de sua família.

Deixando de lado um pouco o irritante e vazio discurso “politicamente correto”, podemos observar aqui e acolá exemplos da existência desse novo tipo de pobre, que celebra como máxima justificadora de seus atos o princípio do “sô trabaiadô seu dotô”.

Utilizemos, de início, o exemplo dos chamados “flanelinhas”. Criação típica do folclore do absurdo brasileiro, trata-se de um sujeito que cobra dinheiro para que o cidadão estacione seu veículo na via pública que ele considera de sua propriedade. De acordo com o princípio do “sô trabaiadô seu doto”, aquela via é dele, não obstante o cidadão honesto arcar com pesados tributos que, ao menos em tese, garantiriam a ele o direito de estacionar seu veículo gratuitamente ali. Caso o “aluguel” da vaga não seja pago, o indivíduo, tal qual legítimo proprietário defendendo sua posse, se dá ao direito de danificar o patrimônio do “invasor”.

Da mesma forma, o indivíduo que, devidamente munido de um dos seus muitos filhos, percorre os veículos parados nos semáforos pedindo “uma moedinha”. Experimente o leitor perguntar a um desses indivíduos porquê deveria lhe dar dinheiro e receberá a máxima “sô trabaiadô seu dotô” e isso basta. Não são todos, mas muitos tem acesso à oportunidades de trabalho formal, que, contudo, não lhes interessa, já que isso significa trabalhar arduamente, talvez por uma remuneração menor do que aquela que auferem pedindo.
Frise-se que aqui não se defende o abandono dos descamisados. O que é preciso distinguir é o necessitado do oportunista: aquele sujeito que espera que o Estado lhe de tudo sem qualquer esforço. O necessitado merece auxilio na exata proporção de suas necessidades, para que as supere e comece a produzir por si só. Ao oportunista deve-se reservar nada mais que o rigor da Lei.

O caso do MST é exemplar. Apesar de se auto intitularem Movimento dos Trabalhadores (sô trabaiadô seu dotô) Sem Terra, a única coisa que não se vê são seus integrantes trabalhando. Promovem invasões, incitam a violência, destroem propriedades que muitas vezes foram erigidas com décadas de trabalho árduo, mas de labuta propriamente não se fala.

Experimente o leitor visitar um acampamento desse movimento e o que se verificará é uma orbe de pessoas batendo papo ou reunidas em conchavos políticos que não guardam qualquer relação com a lide no campo. O Governo atual, cego e impotente diante de uma organização que pode ser intitulada como paramilitar, ao incentivar suas ações e a própria existência deste movimento, manda um recado claro para os poucos “pobres à moda antiga” que ainda existem nesse país: “Desistam de lutar por uma vida melhor. Usem a credencial sô trabaiadô seu dotô”.

Ao invés disso, uma atitude inteligente seria reerguer a classe média no país, reduzindo drasticamente os juros agióticos aqui cobrados e impondo uma carga tributária condizente com a realidade. A classe média historicamente sempre foi a engrenagem principal de qualquer sociedade. É ela que fomenta o consumo, aumentando a produção da indústria e conseqüentemente gerando empregos.

Com uma classe media encurralada por juros estratosféricos, tributos confiscatórios, e ainda ameaçada em seu patrimônio pelos detentores da credencial “sô trabaiadô seu dotô”, a indústria não produz, gerando mais desemprego e mais detentores da indigitada credencial.

Ao mesmo tempo, deve-se restabelecer a cultura de incentivo ao trabalho honesto e desestímulo das práticas parasitárias. O camelô que vende tênis falsificado em frente à uma loja de sapatos que funciona na formalidade, não deve ser tratado como trabalhador e sim como um infrator da lei, tal qual o flanelinha, o pedinte oportunista e o invasor da propriedade privada.

Não é a condescendência demagógica e irresponsável que irá extinguir a pobreza em nosso País, mas sim o incentivo à produção e ao trabalho honesto e formal.

Restabelecendo a verdade

Quando a história é vilipendiada, distorcida e usada em benefício de interesses particulares e escusos, o processo de retomada da verdade é longo e difícil, mas necessário. Um país que transforma sua história em estória está fadado ao fracasso, porque estará renunciando à experiências importantes em seu aprendizado como nação.
Na sua luta para retomar a verdade histórica acerca do movimento revolucionário de 1964 e dos anos que se seguiram a ele, o Hoje em Foco trás o importante depoimento de Heitor de Paola, militante comunista na época e vice-presidente, em 1965, do setor de intercâmbio Internacional da UNE. Segue o seu relato:
"Deixaram que os adversários escrevessema história, e como os inimigos não mandamflores, vamos aturar as mentiras e, com muitoesforço, tentar reverter os fatos verdadeiros.” (José Batista Pinheiro, Cel EB Ref)Basta olhar quem hoje está no poder político da Nação para perceber que são os derrotados militarmente em 64, que venceram uma das batalhas mais importantes: a cultural. Refugiando-se nesta área negligenciada pelos governos militares, e baseando-se na desinformação e nas teses de Gramsci, passaram a escrever grande parte da história, principalmente aquela de alcance público, acadêmico e nas escolas de todos os níveis, novelas e minisséries de TV. Tornaram-se “donos” dos significados das palavras. Temos hoje muito mais mitologia induzida do que história ocorrida. É trabalho para décadas – se houver liberdade para tanto – desfazer todos os mitos dos chamados “anos de chumbo”. Darei minha modesta contribuição, falando daquilo que vivenciei. As opções políticas na década de 60Um dos mais caros mitos é o de que militares maldosos, aliados à “burguesia” nacional “ameaçada em seus privilégios” – e subordinados às demandas maquiavélicas dos EEUU – resolveram abortar pelas armas a política conduzida por um governo legítimo e que atendia aos “anseios populares”. Em primeiro lugar nega-se o fato de que em 1959 a geopolítica da América Latina (AL) havia virado do avesso pela tomada do poder em Cuba por Castro, que logo assumiu sua condição de comunista e se aliou à URSS. Seguiu-se um banho de sangue de proporções inimagináveis – do qual é proibido falar! – e a lenta e progressiva instalação na ilha de numerosos instrutores soviéticos que adestraram tropas cubanas e formaram e exportaram guerrilheiros e terroristas, e re-estruturaram o sistema de Inteligência. Através desta “cabeça de ponte” aumentou sobremaneira a influência da URSS na AL. Os jornais noticiavam diariamente as tentativas de derrubada do governo legitimamente eleito da Venezuela, país chave pela produção petrolífera. O próximo objetivo estratégico era o Brasil, País imenso, já em fase inicial de industrialização e cujas Forças Armadas representavam um poderoso obstáculo à penetração comunista no Continente. Outro fator só mais recentemente veio à luz devido à defecção de Anatoliy Golitsyn, oficial graduado da KGB. Em 1959, durante o período de desestalinização da URSS, Alieksandr Shelepin apresentou um relatório ao Comitê Central do PCUS mostrando a necessidade de que os órgãos de segurança voltassem a suas funções originais de desinformação, exercidas pela OGPU (1922-34). A partir de então toda notícia do mundo comunista era baseada em informações emanadas e/ou alteradas pelo Departamento D (Desinformatziya) da KGB. 25 de agosto de 1961, renúncia de Jânio Quadros marca um momento importante. O Vice, João Goulart, encontrava-se na China e declarou que iria comandar o processo de “reformas sociais” tão logo assumisse. Os Ministros Militares e amplos setores civis se opuseram à posse de Jango por suas notórias ligações com a esquerda. Seu cunhado Brizola, Governador do Rio Grande do Sul reagiu, o Comandante do Terceiro Exército, Gen Machado Lopes, ficou do lado dele e o Brasil esteve à beira da guerra civil. A Força Aérea chegou a dar uns tiros no Palácio Piratini. Brizola tomou todas as rádios de Porto Alegre e obrigou as demais a entrarem em cadeia, a Cadeia da Legalidade! E lá estava eu, “comandando” uma mesa em plena rua, a uns 4o C, com uma lista de assinaturas para quem quisesse “pegar em armas pela legalidade”, atuando em conjunto com membros do extinto PCB. Com a emenda parlamentarista tudo se acalmou mas em janeiro de 63, num plebiscito nada confiável o País retorna ao Presidencialismo. Fiz parte da Juventude Trabalhista e só não entrei para os Grupos dos 11, do Brizola, sobre os quais hoje quase se nada se ouve, porque não tinha idade e, portanto, não era confiável. No início dos anos 60 o hoje santificado Betinho, junto com o Padre Vaz, elaborou o "Documento Base da Ação Popular (AP)", que previa a instalação de um governo socialista cristão no Brasil. Mas o documento em que a AP se declarava francamente a favor da instalação de uma ditadura ao estilo maoísta foi mantido secreto até para os militantes da base. Só vim a ter contato com ele através de Duarte Pacheco (um dos membros do Comando Nacional de AP) em agosto de 65, quando eu já era mais "confiável". O documento, que era obviamente o produto de uma luta interna na esquerda mundial, defendia a luta em três etapas: reivindicatória (movimentos populares, greves); política (início das guerrilhas no campo, como na China e Vietnã) e ideológica (a formação do Exército Popular de Libertação). Contrariava a teoria do foco guerrilheiro, preferida por Guevara e Debray. O MASTER (nome do MST da época), do Brizola, invadia terras no RS (como a do Banhado do Colégio, em Camaquã) e as Ligas Camponesas, de Francisco Julião, com apoio explícito do Governador Arraes, no Nordeste. A CGT, (presidida por Dante Pelacani), a UNE (José Serra) propunham abertamente um golpe com fechamento do Congresso. Armas tchecas começaram a surgir. O ano de 1963 foi uma agitação só. O movimento estudantil, do qual posso falar, estava dividido entre a Ação Popular (AP) e o PCB. Quem não viveu aqueles tempos dificilmente pode imaginar o nível de agitação que havia por aqui. O re-início das aulas em março de 64 praticamente não houve. Num encontro em Pelotas, onde eu estudava Medicina, com o último Ministro da Educação do Jango, Sambaqui, no início de março, ele nos revelou que tudo começaria com o comício marcado para o dia 13, em local proibido para manifestações públicas (em frente ao Ministério da Guerra) já em desafio aberto e simbólico à lei, seria continuado pelo levante dos sargentos do exército e da marinha – formando verdadeiros soviets – e pelos Fuzileiros Navais em peso, comandados pelo "Almirante do Povo", Aragão. Pregava-se a subversão da hierarquia e disciplina militares. Seguir-se-ia pelo já programado discurso de Jango no Automóvel Clube do Brasil. A pressão final sobre o Congresso seria em abril e maio: se não aprovasse as "reformas de base" seria fechado com pleno apoio popular. Na mesma época, participei de uma ação comandada por um agitador da Petrobrás e da SUPRA (Superintendência da Reforma Agrária), em Rio Grande, pela encampação da Refinaria de Petróleo Ipiranga o qual, num discurso na Prefeitura, declarou que a República Socialista do Brasil estava próxima. As ocorrências de março só confirmaram a conspiração acima mencionada. No comício do dia 13 Brizola pregou o fechamento do Congresso se não aprovasse as tais “Reformas de Base” (na lei ou na marra) – ninguém me contou, eu ouvi no rádio. Prestes dizia que os comunistas já estavam no Governo, só faltava tomarem o Poder. Não havia, pois, opção democrática alguma. Restava decidir se teríamos o predomínio dos comunistas ou uma re-edição do Estado Novo ou de uma ditadura peronista, chefiados por Jango. As passeatas civis estavam nas ruas exigindo fim da baderna e em apoio ao Congresso. Sugerir que se devia esperar que Jango desse o golpe para depois tirá-lo, me parece uma idéia legalista infantil, pois então teria que ser muito mais cruento. Foi, na verdade, um contragolpe cívico-militar preventivo. Participação dos EEUUOutro mito é sobre a participação americana no “golpe” de 64. Chamada de “Operação Thomas Mann” (nome do então Secretário de Estado Adjunto para a AL) não passa de uma mentira baseada em documentos forjados pelo Departamento D já citado, através da espionagem Tcheca. Quem montou a operação foi o espião Ladislav Bittman que, em 1985 revelou tudo no seu livro The KGB and Soviet Disinformation: An Insiders View, Pergamon-Brasseys, Washington, DC, 1985. Segundo suas declarações “A Operação foi projetada para criar no público latino-americano uma prevenção contra a política linha dura americana, incitar demonstrações mais intensas de sentimentos antiamericanos e rotular a CIA como notória perpetradora de intrigas antidemocráticas”. Outra fonte é o livro de Phyllis Parker Brazil and the Quiet Intervention: 1964, Univ. of Texas Press, 1979, onde fica claro que os EEUU acompanhavam a situação de perto, faziam seus lobbies e sua política com a costumeira agressividade, e tinham um plano B para o caso de o País entrar em guerra civil. Entretanto não há provas de que os Estados Unidos instigaram, planejaram, dirigiram ou participaram da execução do “golpe” de 64. Embora as revelações tenham sido tornadas públicas em 79/85, a imprensa brasileira nada publicou a respeito não permitindo que a opinião pública tomasse conhecimento da mentira que durante anos a enganou. Apenas a Revista Veja na sua edição nº 1777, de 13/11/02, publica a matéria ”O Fator Jango” de autoria de João Gabriel de Lima, onde este assunto é abordado. A luta armada e o AI 5Finalmente, o mito de que brasileiros patriotas e democratas se levantaram em armas contra o “endurecimento da ditadura” através do Ato Institucional No. 5, 12/68. Em julho de 65, na primeira tentativa de restabelecer a UNE, extinta pela Lei Suplicy, foi realizado um Congresso no Centro Politécnico em SP no qual fui eleito Vice-Presidente de Intercâmbio Internacional. Em outubro fui preso em Fortaleza, o que impediu minha ida ao Congresso da UIE na Mongólia, onde seria traçada uma estratégia de recrudescimento da violência revolucionária na AL. De 66 – ano da Conferencia Tricontinental de Havana e da Organización Latino Americana de Solidariedad (OLAS) – a 68 participei, no Sul, das intensas discussões clandestinas sobre a luta armada conduzidas por militantes da AP treinados em Pequim. Em janeiro de 68, 11 meses antes da edição do AI 5, a luta foi implementada por todas as organizações revolucionárias, menos o PCB. A AP “rachou”, eu fiquei do lado contrário à maluquice da luta armada e saí, não sem sofrer posteriormente sérias ameaças de meus “companheiros”. Logo depois, mudou o nome para Ação Popular Marxista-Leninista do Brasil, o que já estava previsto no citado documento secreto. Como vários autores mais credenciados já têm se manifestado sobre isto, não vejo necessidade de mais para deixar claro que o AI 5 não passou de uma reação ao incremento das atividades revolucionárias."

DESCOBERTO: LULA NÃO SABIA DE NADA MESMO

Em 42 meses de governo, o presidente Lula não sei, não vi não ouvi da Silva já realizou 102 viagens pelo mundo, o que soma mais de duas por mês - algo como semana sim, semana não. Hoje, dia 10 de julho, nosso presidente nômade completa 382 dias fora do país desde a posse.
Some-se a isso as 283 viagens pelo Brasil no mesmo período, totalizando 602 dias fora de Brasília e temos um total de itinerância presidencial - caso único no mundo e na História - de 984 dias fora do Palácio , em 1.261 dias de presidência, o que equivale a 81,9% do seu mandato fora do gabinete.
Ora, um sujeito que em quase 4 anos só compareceu à sede do Governo por 277 dias dificilmente saberá sequer onde se localiza o banheiro masculino, quanto mais das estripulias que aconteciam na sala vizinha à sua.
Governar ou despachar, nem pensar. A ordem é circular a qualquer pretexto. E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (e nem nunca foi) atido à essa coisa chata de despacho ou expediente. Jamais poderá mourejar no gabinete oito horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar e que brada sem enrubescer as faces sua aversão pela leitura.
Está mais do que claro que Lula não sabe de nada, nem mesmo o que esta fazendo no Palácio do Planalto - tem apenas uma leve suspeita. Quem quiser provas robustas deste fato, basta solicitar uma audiência com o primeiro mandatário da nação e, lá pelas tantas, perguntar-lhe qual o nome de sua secretária. Nem isso ele deve saber, afinal, o lugar onde menos esteve durante seu governo foi Brasilia.
Resta apenas ao povo brasileiro refletir se o país merece um dirigente cigano, ou alguém um pouco mais - digamos - sedentário.

Qual o espanto???

Nos últimos dias, temos assistido a um impasse na casa de detenção de Araraquara, onde os presos encontram-se confinados em um dos pavilhões enquanto os outros três são reconstruídos. Durante a última semana, além da imprensa nacional, os presidiários já receberam visitas de comissões de "direitos humanos" de toda a sorte e de políticos, dentre eles o senador petista Eduardo Devagarquaseparando Suplicy - sempre presente quando fascínoras de todos os tipos precisam de uma "forcinha".
O último órgão a passar para dar um "alô" aos prisioneiros foi a Comissão de Direitos Humanos da seccional paulista da Ordem dos Advogados, na pessoa de seu coordenador, o advogado Fábio Romeu Canton Filho, que destilou toda a sua indignação com a situação em que se encontram os presos. Chegou a comparar as condições do presídio às de um campo de concentração nazista.
A despeito do fato de que a OAB/SP deveria ater-se à causa da advocacia paulista, que encontra-se cada dia mais inviabilizada justamente porque ninguém se ocupa dela - São Paulo figura entre os Estados com o Judiciário mais lento - é difícil entender tanta preocupação da instituição com uma situação que, no final das contas, foi criada pelos próprios presos.
"Toda a ação tem uma reação proporcional e em sentido inverso". Embora seja um princípio de física, ele também se aplica a todos os setores da relação humana. Se um indivíduo não paga uma mercadoria, a "reação proporcional e em sentido inverso" é que não a receberá. Da mesma maneira, se prisioneiros condenados - cansados de cumprir pena - resolvem fugir da prisão e para isso destroem como verdadeiros vândalos três pavilhões de uma penitenciária, a "reação proporcional e em sentido inverso" é que aqueles que não conseguiram seu intento terão que conviver com os resultados da depredação. E qual é esse resultado?
Como, dos quatro pavilhões do presídio, três ficaram completamente destruidos, como se tivessem sido atingidos por um ataque aéreo, restou à secretaria de administração penitenciária confinar os rebelados naquilo que restou incólume do estabelecimento. Que as condições dos presos neste espaço são difíceis, não há como se negar, contudo, foram causadas por eles mesmos, logo, não há como se atribuir a terceiros as consequencias por tais atos de vandalismo.
E quando se menciona terceiros, não se defende tão somente o ponto de vista das pessoas de bem, que cumprem a lei e no final das contas acabam pagando - via tributos - pelo vandalismo dos presos. Defende-se também os presos ordeiros, lotados em outros institutos prisionais, no momento em que - segundo sugestão da OAB - os rebeldes deveriam ser redistribuídos para outras prisões do Estado. Ora, será que é justo que outros presos sejam submetidos a mais superlotação, sofrendo as consequencias do vandalismo praticado por outros?
Por essa ótica, fica claro perceber que a situação de Araraquara só tem duas soluções possíveis: Ou permanecem os presos na atual situação até que se reconstrua minimamente a infra-estrutura que eles mesmos destruiram, ou colocam-se todos em liberdade, concedendo anistia a seus crimes - o que, embora absurdo, diante da preocupante tradição que a OAB vem construindo, no sentido de posicionar-se sempre do lado errado nas questões nacionais (vide a suspeita desistência da entidade de ingressar com pedido de impeachment do Presidente da República), não seria de se admirar que fsse defendido por ela.
Ao invés de se imiscuir nesses assuntos, deveria a OAB/SP investigar, por exemplo, o verdadeiro "calote" que os advogados previdenciaristas atuantes no Juizado Especial Federal estão tomando com o aval da Caixa Econômica Federal. Explica-se:
Após o advogado ingressar com ação de revisão de benefício previdenciário e atuar durante todo o processo, a CEF, ao receber o depósito feito pelo INSS em cumprimento à condenação judicial, não permite que o advogado saque o valor, a fim de descontar seus honorários e repassar o restante ao cliente. Ao invés disso, maliciosamente envia uma cartinha diretamente ao aposentado informando-o de que o seu dinheiro está disponível e agendando data para que este compareça a uma agência para sacá-lo. Resultado: Alguns aposentados pouco éticos, aproveitando-se da "mãozinha" dada pela CEF, sacam o dinheiro e dão uma "banana" para o advogado.
Pois é, ao que tudo indica, os direitos humanos defendidos pela OAB/SP não são aplicáveis aos advogados. Só aos presos envolvidos em práticas de vandalismo.

A maior usina solar do mundo


Maior usina de energia solar do mundo
Situada no deserto da Austrália, esta usina de energia solar será a mais alta construção do mundo e também a mais ambiciosa obra para gerar eletricidade a partir de uma fonte não poluente..
O maior projeto de produção de energia solar do planeta está sendo tocado em Mildura, no meio do deserto australiano. Uma torre de 1 quilômetro de altura por 130 metros de diâmetro, que será a mais alta construção do mundo quando ficar pronta, em 2009, será erguida no centro de um imenso painel solar, de 20 quilômetros quadrados.

Se tudo correr como o previsto, o calor gerado pelo painel formará uma corrente
de ar de até 50 quilômetros por hora na enorme chaminé, o bastante para
movimentar 32 turbinas, gerar 200 megawatts de energia e abastecer até 1 milhão de pessoas.
O gigantismo do projeto dá uma idéia de quanto fontes renováveis como o sol e os ventos começam a merecer atenção e se tornar viáveis.
O filme é de aproximadamente 3 minutos e vale a pena ser visto.http://www.solarmissiontechnologies.com/SolarTower%20Animation%202004.wmv

Quem avisa amigo é

Enquanto nosso povo não descartar, vez por todas, o comodismo de acreditar em líderes messiânicos e "salvadores da pátria" que erradicarão em um passe de mágica todas as agruras nacionais, estaremos sempre sucetíveis a todo tipo de louco e mal intencionado. O atual governo, que deveria servir de lição definitiva aos brasileiros de que o lobo costuma se disfarçar de cordeiro para atacar o rebanho, ao que tudo indica ainda não foi suficientemente catastrófico para que nosso povo expurgue de vez algumas figurinhas carimbadas do cenário político nacional.
O novo "messias" brasileiro usa saias, atende pelo nome de Heloísa Helena e - da mesma forma que o nosso atual presidente fazia outrora - posa de vestal da ética e honestidade. O que preocupa é que muita gente já pensa em confiar seu voto à esta senhora tão somente por acreditar que ela seria a versão "pura" de Lula e sua substituta natural, já que este teria se "emburguesado", esquecendo suas raízes de trabalhador humilde.
O perigo que essa definição da estridente senadora representa não poderia ser melhor traduzido do que nas palavras dos participantes da reunião de lançamento da sua candidatura à Presidencia da República, ocorrida no último dia 06, na Cinelândia - Rio de Janeiro.
Dentre as "brilhantes" idéias defendidas nesta reunião, destacam-se pérolas como a reestatização da Companhia Vale do Rio Doce, e até a tomada do poder pela luta armada - proposta que o Brasil não ouvia tão claramente desde os idos de 1964.
“Nossa meta é eleger Heloísa Helena pelo voto, mas a implantação de um regime socialista por meio do uso de armas também não está descartada”, bradou Victor Madeira, dirigente do Partido Comunista Revolucionário (PCR), legenda sem registro no Tribuna Regional Eleitoral (TRE) que apóia a candidatura da senadora. Para quem não sabe, o PCR é uma dissidência do PCB criada na época do governo militar e que fora responsável por um sem número de sequestros, assaltos a banco, atentados a bomba e "justiçamentos" (assassinatos) nas décadas de 60 e 70. Ao que tudo indica, a mentalidade de seus líderes continua gravitando nessa época ultrapassada de nossa história. “Se me perguntarem se fazemos treinamentos com armas, não vou dizer que sim e também que não. Obviamente não vamos entregar o jogo”, disse Madeira, que é diretor do Sindicato dos Servidores Públicos Federais.
Ações “por meios não institucionais” também foram defendidas pelo candidato a deputado federal pelo PCB Ilan Pinheiro. “Venceremos pelo voto, mas não descartamos uma militância por meios não institucionais”, disse. O discurso do dirigente do PCB acabou empolgando a própria senadora, que escolheu como seu vice o ex-guerrilheiro e dissidente do PT César Benjamin. Heloísa Helena dedicou sua campanha aos mortos durante o regime militar.

“Não perdôo traição. O próprio companheiro César foi torturado nos porões, mas nem por isso entregou os seus companheiros”, discursou a candidata, que acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de trair o povo brasileiro e disse que entrou na campanha para “infernizar” a vida de Lula e do candidato tucano Geraldo Alckmin. “Vamos trabalhar para infernizar a vida desses homenzinhos”, disse para cerca de 500 militantes, segundo a Polícia Militar.
Diante de tantas e tamanhas sandices, resta aos homens e mulheres de bem dessa nação rezar para que o povo brasileiro não se deixe levar por mais esse "canto da sereia" que poderá representar a destruição de todos os princípíos democráticos que tanto lutamos para conquistar.
Olho vivo meu povo. Quem avisa amigo é!